Estamos desde 2012 no terreno

ArturBarrosSous Dest

Estamos desde 2012 no terreno. O nosso papel enquanto caçadores de histórias (Galeano, 2017) e de vozes anónimas tem sido recolher depoimentos, documentos e objetos – memorabilia, dando assim um contributo para o aprofundar do conhecimento da ilha e das suas gentes.
Enquanto produto das correntes pós-modernistas, temo-nos socorrido das ferramentas e metodologias da história oral e assim (re)construído bios-graphie (Arendt) e cartografias (Tuan), isto é, histórias de vida das gentes e dos lugares, dando conta da sua importância para as ciências sociais.
Paralelamente, temos assistido, em contra-mão, a um processo de desmemória, silencioso, muitas vezes, mas que, paulatinamente, vai despindo o nosso lugar-ilha, “agasalho do sonho” (Irene Lucília) . São muitos os exemplos. Destacamos três:

– o Salão Londrino, a última chapelaria do Funchal;


– a casa de vinhos de Artur Barros e Sousa, onde o “canteiro” descansava no tempo, para depois ganhar mundo;


e agora, a casa de bordados de Eduardo de Sousa.


“Se são estas as tuas pegadas, como terão sido os teus passos?”- perguntou Galeano.

Acerca do Autor

Graça AlvesLicenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é professora do ensino Secundário e tem participado em diversos projetos literários. Está destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico, onde tem desenvolvido trabalhos ligados à literatura e às histórias de vida.Ver todos os posts por Graça Alves →

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