Arquipélagos e ilhas entre memória, desmemória e identidade

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Arquipélagos e ilhas entre memória, desmemória e identidade

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Temos, para nós, que o século XXI é a época da desmemória. Por um lado, a História e as Ciências Sociais parece terem perdido importância e deixaram de ter os necessários apoios que merecem; por outro, há uma que pretende valorizar os discursos em torno da Tradição e das Memórias. Será esta uma forma de reação natural dos especialistas?
A par do debate em torno desta realidade, há que entendê-la e subjugar os discursos a novas metodologias, com vista a uma definição dos novos rumos do conhecimento, de novos caminhos na investigação e da sua aplicação ao mundo insular.
Os geógrafos revelaram-nos, na década de oitenta do século XX, a Nissologia/Nesologia, como o caminho e o discurso feito a partir das ilhas, libertando o conhecimento insular da hegemonia continental. Este discurso, feito por agentes das ilhas, valoriza-as e valoriza o conhecimento que se tem delas. Partindo das orientações metodológicas da Nissologia/Nesologia, a ciência das ilhas e arquipélagos, a leitura da História passa a ser feito de dentro para fora. O mundo das ilhas deixa de ser subsidiário do dos continentes. Elas são “o mundo”, pelo que deixam de existir, em relação aos continentes, “terra firme”, próxima ou longínqua.


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Acerca do Autor

GMProfessor do Ensino Básico, é licenciado em Ciências da Educação com uma pós graduação em Estudos Políticos e Sociais. Foi jornalista em vários órgãos de comunicação social regionais e nacionais. É autodidata em artes gráficas e desenho de páginas web.Ver todos os posts por GM →

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