Autonomia Insular. Alguns dados para outra leitura

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Autonomia Insular. Alguns dados para outra leitura

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A Autonomia insular foi quase sempre entendida como uma questão de conflito nas relações entre a metrópole e os arquipélagos. A documentação e discurso históricos denunciam, por vezes, um jogo escondido de interesses, no sentido do reforço ou manutenção do Estado centralista. Assim, por exemplo, desde 1822 que os arquipélagos dos Açores e Madeira passaram a ser designados de ilhas adjacentes. Estas ilhas, embora afastadas do continente europeu, foram, então, amarradas ao litoral português e desanexadas da proximidade de outras ilhas atlânticas e da sua ligação institucional às demais colónias do reino. É nítida nesta atitude do Governo Central a intenção de as diferenciar do demais território, retirando justificação a uma possível aliança de enquadramento jurídico-institucional ou a um emparceiramento reivindicativo, que pudesse ferir a integridade do Estado centralista.


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Acerca do Autor

Alberto VieiraInvestigador-Coordenador na área da História, é licenciado e doutorado em História. Foi diretor do CEHA e coordenador de vários seminários e encontros na âmbito das Ciências Sociais e Humanas. Como insular, é um defensor da Nissologia/Nesologia como “ciência para a investigação e estudo das ilhas”. É o coordenador do projeto “MEMÓRIA”.Ver todos os posts por Alberto Vieira →

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