D Decorridos que são quase 40 anos sobre a conquista da Autonomia da Madeira, em resultado da Revolução Democrática de 25 de Abril de 1974, torna-se urgente a recolha de memórias / depoimentos orais daqueles que directa ou indirectamente, concretizaram ou participaraautonomia_logom neste longo processo.

A História faz-se com documentos escritos, mas também com todos os elementos disponíveis. É sempre um discurso inacabado. Hoje a História oral está cada vez mais valorizada. Alguns países até já contam com museus de História oral, como por exemplo a Espanha. Muitas decisões são tomadas sem deixar documentos como é cada vez mais hoje, daí a necessidade de recolha desses depoimentos. A História é a soma de todas as histórias possíveis e sabe-se à partida que os depoimentos recolhidos não serão, necessariamente, coincidentes. Caberá ao historiador e ao leitor formar uma opinião acerca deles.

A História da Autonomia que teve os seus momentos marcantes no final do século XIX, na década de vinte do século XX, quando se comemoravam os 500 anos da Descoberta da Madeira, ressurge em 1969 com o grupo de homens que corajosamente escreveram a “Carta a um Governador” e concorreram às eleições realizadas no final desse ano, com uma lista oposicionista e finalmente tem o seu apogeu após a “Revolução dos Cravos”, de 1974. A Autonomia também se constrói com o conhecimento da História da Região e mais especificamente daqueles que de uma forma ou de outra intervieram no processo. Saber pois, quais as suas motivações, as suas opiniões e os seus actos, será, pois, a nossa tarefas para estes 6 anos, tempo estimado para a concretização deste projecto. Neste âmbito pretende-se valorizar a História da Autonomia através dos seus protagonistas directos e indirectos avaliando a sua actuação, auscultando personalidades dos vários quadrantes político-partidários, governantes, ex-governantes, sindicalistas, activistas partidários, deputados e ex-deputados na Assembleia da República e Assembleia Regional da Madeira. Mas também se pretende ouvir o povo anónimo, procurando descortinar a forma como acompanhou o processo da Autonomia, os seus anseios e, quiçá, as suas frustrações.

O que se pretende realmente é constituir um arquivo de memória que sirva para a História da Madeira e da Autonomia e a afirmação desta.

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