Da Madeira e dos Açores. Lugares da memória comum com contradições e conflitos

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Ao longo dos séculos, nunca foi fácil definir uma complementaridade para os mercados açorianos e madeirenses, nem tão pouco construir e manter um sistema de trocas que fosse favorável a ambas as partes. Os madeirenses queixam-se, de forma insistente, de que a balança comercial pende sempre para os portos açorianos. Isto sucede já no século XV e perdura no tempo, sendo constatado, de novo, em 1971. Apenas e só a necessidade de provimento de cereais, por parte da Madeira, e a intervenção das autoridades obrigaram a classe mercantil de ambos os arquipélagos a conformar-se com esta rota, que assentava fundamentalmente no abastecimento, primeiro de trigo e depois também do milho, tendo na ilha de S. Miguel o principal fornecedor.


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Acerca do Autor

Alberto VieiraInvestigador-Coordenador na área da História, é licenciado e doutorado em História. Foi diretor do CEHA e coordenador de vários seminários e encontros na âmbito das Ciências Sociais e Humanas. Como insular, é um defensor da Nissologia/Nesologia como “ciência para a investigação e estudo das ilhas”. É o coordenador do projeto “MEMÓRIA”.Ver todos os posts por Alberto Vieira →

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