1976 – Brasil

retornadosO ano era 1976. O Funchal rejeitava os retornados. Luz e Zé sentiam-se peixes fora de água. A vida estava emperrada. Nada acontecia. Não podiam continuar assim e, aproveitando o apoio das autoridades, decidem rumar para o Brasil.
1976. O Funchal trasnsbordava e a vida estava parada para quem tinha vindo de África. Luz e Zé rumam para o Brasil
O IARN pagava a passagem de ida para onde quisesses. Só bilhete de ida, assina aqui que não voltas!!
Tinham um primo em São Paulo. Ele tinha lá um restaurante. Ficaram instalados na casa dele durante três meses, enaquanto tratavam dos documentos para poder comprar negócio.
Havia um senhor, conhecido como o pai dos madereirneses que era tipo um agente, ele sabia onde havia negócios para vender, emprestava o dinheiro e ajudava a pessoa a arrancar.
Assim foi. Compraram um bar na esquina de uma avenida. A casa ficava junto ao estabelecimento.
Mudam-se, depois, para Campinas. Luz ficou encantanda com a cidade e disse logo,
Fecha já negócio!!! Isto está me lembrando muito a Madeira.
Correu bem: Assavam 200 frangos ao fim de semana.
Eu levantava-me as 4.45h para ligar as máquinas. Passava na padaria do Portugues. Começava a preparar as sandes que já calculava que ia vender. O pessoal da fabrica entrava as 6.30h da manhã.
Luz regressa à Madeira em 1982. Zé ainda ficou por lá. Havia de voltar mais tarde. De vez.

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Acerca do Autor

Graça AlvesLicenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é professora do ensino Secundário e tem participado em diversos projetos literários. Está destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico, onde tem desenvolvido trabalhos ligados à literatura e às histórias de vida.Ver todos os posts por Graça Alves →

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