a bordo do Arriaga…

Porque Agosto cheira a férias … e a Porto Santo … fica aqui um relato de tempos mais recuados … de viagens por mar… a bordo do Arriaga…

… a minha primeira viagem….

Onze horas, eu e minha mãe chegamos ao cais da Vila Baleira e fomos ao encontro do meu Pai na altura tripulante de um cargueiro chamado Arriaga, comandado pelo então Arrais Paulino, homem calejado no mar, alto e robusto pendia uma das pálpebras de um dos olhos, que me fazia lembrar os tempos antigos dos piratas, tinha sofrido em tempos idos alguma maleita que lhe deixava o olho entre aberto quando olhava para nós.

Meu pai, aproximou-se e disse-nos “…vamos para bordo, que hoje sairemos mais cedo, as uvas, a cal e a água já estão a bordo…” assim o fizemos.

A bordo o meu pai esmerava-se em nos explicar como haveríamos de passar a viagem na câmara do barco (compartimento localizado no convés da embarcação de formato rectangular paralelo as bordas do barco e com uma altura útil que não permitia as pessoas adultas andar de pé) era ali que iríamos passar as quatro horas de viagem até a ilha da madeira….

Eu fiz a viagem a explorar o barco, ora na câmara ora perto do posto de comando que era na altura um leme comandado manualmente para bombordo e estibordo com um ferro em feitio de foice que lhe davam o nome de “cana de leme.

Trindade Melim

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Acerca do Autor

Cláudia FariaMestre em Cultura e Literatura Anglo-Americanas. Membro do CETAPS ( Lisboa) e IABA Europe. As áreas de interesse são as relações anglo-madeirenses, a literatura de viagens, a escrita do eu, diários, (auto)biografias. Professora do ensino básico e secundário destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico.Ver todos os posts por Cláudia Faria →

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