De infâncias e de terreiros

mg-crianca_jardimNa infância de muitos de nós, há um terreiro assim, de pedras roladas, miudinhas, a trazer a lembrança do mar para os quintais, há jardins antigos, sem arrumação de flores, porque a natureza não se arruma.
Na infância de mitos de nós, há patas de cavalo maiores do que as mãos dos meninos e barretes de vilão a lembrar a ilha.
Este é um quintal madeirense. Esta é uma das fotografias que o tempo guardou, num velho álbum que se levou na hora de emigrar para o Brasil.
Para o lugar do destino, vai a casa, o quintal da casa, a saudade da casa. Afinal de contas, o viajante mete-se a si próprio na bagagem que prepara.

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Acerca do Autor

Graça AlvesLicenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é professora do ensino Secundário e tem participado em diversos projetos literários. Está destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico, onde tem desenvolvido trabalhos ligados à literatura e às histórias de vida.Ver todos os posts por Graça Alves →

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