Dia Internacional das Histórias de Vida – 16 de Maio

O Dia Internacional das Histórias de Vida foi institucionalizado em 2008, pela Rede Internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Portugal, EUA e Canadá) e pelo Center for Digital Storytelling (EUA).

Tendo por base o mote de que “todas as pessoas têm um papel no seio da comunidade”, o objetivo desta iniciativa é mobilizar pessoas e instituições que se dedicam à recolha e preservação da memória e de histórias de vida em todo o mundo.

O CEHA e o Memória das Gentes que fazem a História tem dado foco, ao longo destes últimos anos, à história das gentes comuns, recolhendo não apenas testemunhos mas também documentação e objetos que ajudam, tal como relembra Paul Veyne, não apenas a refazer o passado como a narrá-lo.

QUINQUILHARIAS

É assim que, através das quinquilharias de um eu, se vai dando conta de lugares, acontecimentos, opiniões, sentimentos, silêncios e não-ditos que ajudam a caracterizar e/ou complementar o retrato social e cultural da Ilha da Madeira, já que a documentação oficial, constrangida por barreiras normativas e rígidas, lhes recusa esse espaço. Paula Godinho desabafou há dias, no seu mural do Facebook, na sequência da consulta do Arquivo da PIDE incluso na Torre do Tombo, que “é nestes dias que os arquivos doem, pelo que ali falta: gente, sangue, dentes, vida”, confirmando, assim, os constrangimentos da documentação escrita para uma maior compreensão dos fenómenos sociais.

Nesta sequência e tendo por base a ideia de que a História também se faz com a voz dos anónimos, O Memória das Gentes que fazem a História junta-se às comemorações do Dia Internacional das Histórias de Vida, a 16 de maio. Abriremos a nossas portas e convidamos todos a juntar-se a nós para um diálogo “descontraído” e abrangente. Neste ano de 2017, iremos destacar as histórias de vida da Diáspora Madeirense, e em particular, daqueles que escolherem como destino a Venezuela, trazendo para a linha da frente a vida (re)contada na primeira pessoa. Em simultâneo, daremos relevo às “verdadeiras” quinquilharias, aquilo que chamamos “recuerdos de Venezuela” que serão expostas aqui nas instalações do CEHA e que servirão de mote para as nossas conversas.

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Acerca do Autor

Graça AlvesLicenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é professora do ensino Secundário e tem participado em diversos projetos literários. Está destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico, onde tem desenvolvido trabalhos ligados à literatura e às histórias de vida.Ver todos os posts por Graça Alves →

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