Eu tenho uma carta escrita

Personagens: ela, Maria do Livramento Lacerda, nascida Mesquita Abreu, em 1907, em Santa Cruz da Graciosa, filha de Eduardo Pereira Abreu e de Maria Cecília de Pereira Abreu, nascida Limas e Stuart de Mesquita Pimentel; ele, Cândido de Menezes Pamplona Forjaz de Lacerda, nascido em 1901, na Sé, em Angra do Heroísmo, filho de Jorge Pereira Forjaz de Lacerda e de Maria do Carmo de Ornelas Bruges Pamplona Corte-Real.

Outras personagens fazem parte desta construção epistolar: gente que ambos conhecem, relações novas que vão chegando às vidas de cada um, pretextos para histórias que alimentam centenas de páginas escritas pelos dois correspondentes.

O tempo: guardado nas palavras. Entre 1927 e 1933, os dois trocaram cartas e “diários de amor”, pois Cândido vai para Lisboa, para a Faculdade de Letras, cursar Filologia Românica. Dos três anos anteriores, algumas cartas dele que ela, naturalmente, guardou. Poucas.

O(s) lugar(es): a Terceira e Lisboa, sobretudo, com escalas no Funchal, entre as viagens e com incursões em outras ilhas, nomeadamente S. Miguel e lugares do continente português que Cândido visita, que Maria visita e cujos pormenores descrevem um ao outro.

A ação: a vida, o amor, o quotidiano, a saúde, a vida social, a cultura, em Angra do Heroísmo e em Lisboa, a preparação do casamento e da casa que há de ser dos dois, a política que teima em angustiar-lhes os dias, nomeadamente durante o ano de 1931, em que a Revolta dos Deportados ou das Ilhas (dos Açores e da Madeira) toma conta das folhas de papel que os navios levam e trazem entre a Terceira e Lisboa.

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Acerca do Autor

Graça AlvesLicenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é professora do ensino Secundário e tem participado em diversos projetos literários. Está destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico, onde tem desenvolvido trabalhos ligados à literatura e às histórias de vida.Ver todos os posts por Graça Alves →

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