Fragmentos…

Ceha Casa 1985 11 18 01

Às vezes, basta um postal ou uma fotografia para fazer prova. De vida. De saúde. De sucesso. Às vezes, basta uma assinatura, porque a mensagem já está impressa. Às vezes, basta um cartão postal.
Outras vezes, é uma fotografia que segue embrulhada por entre folhas escritas: “Isto sou eu…”, “isto sou eu…com…”; isto sou eu a …” “isto sou eu, no dia em que…”
Escolhem-se os postais. Posa-se para a fotografia. E escreve-se. Para que conste. Para que não se esqueça.
São fragmentos de vida que chegam a quem está longe: fotografias de um local, paisagens diferentes, costumes regionais, cenas que servem funções específicas: agradecer, comemorar, desejar votos curtas: “Amo-te”; “Boas Festas e Feliz Ano Novo” ou “Parabéns a você!”
Enviar postais e retratos comunicam para além das palavras. Falam outra linguagem, trazem um outro olhar sobre o quotidiano.
Este tipo de suporte proporciona um contacto mais informal e faz combinar os dois lados do cartão: a mensagem manuscrita completa a mensagem icónica, servem-se uma da outra. Por outro lado, são necessariamente menos pessoais, menos íntimas, na medida em que as mensagens ficam, geralmente, expostas à curiosidade de terceiros.
São retângulos de papel ilustrado. São retalhos da vida e sinais de que não se esquece dos destinatários. São a vida. Em fragmentos.


Falaremos deles, ao longo deste mês. Mostraremos alguns exemplares que nos foram chegando ao arquivo das Memórias. Contaremos histórias.

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Acerca do Autor

Cláudia Faria

Mestre em Cultura e Literatura Anglo-Americanas. Membro do CETAPS ( Lisboa) e IABA Europe. As áreas de interesse são as relações anglo-madeirenses, a literatura de viagens, a escrita do eu, diários, (auto)biografias. Professora do ensino básico e secundário destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico.

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