Nã me esquece

Chama-se assim aquela que será a próxima publicação do Projeto Memórias. Ao longo deste mês de maio que é o mês das Histórias de Vida, vamos contando algumas dessas histórias que disponibilizaremos no dia 16, para download, para que não morram as memórias das gentes que fazem a História.
Contamo-las na Rádio. Agora, devolvemo-las a quem no-las contou. São histórias reais, de gente que viveu para deixar guardado o seu olhar sobre a vida, sobre o mundo, sobre a história.
Trazem nomes de pessoas que conhecemos: o Augusto, o Manuel, a Fátima, a Manuela, a Ilda, o Leonel, o António… trazem alcunhas que associamos a tempos antigos – o Jana, o Anão, o Venena, o Gordaça, as Japonesas… Trazem a vida que se escrevia, simples, ao som do apito dos barcos e ao ritmo das ave-marias que o sino da igreja anunciava. Trazem a narração do passado no presente, de modo a que não se perca a nossa identidade.
São histórias de gente comum que nos permitem perceber como foi abrir a montanha para escavar os túneis, embarcar clandestino nos navios, fugir para a África do Sul, na noite de Moçambique, fugir à guerra, saltar a laje, no 1º de maio, vir à cidade fazer as compras da festa e beber um copo de café preto e meio pão com molho, que sempre ficava mais barato…
São histórias de vida, estas. Histórias que a memória guarda. Histórias que ajudaram a construir uma ilha, nem sempre amiga, nem sempre mãe, nem sempre fértil. São histórias das memórias das gentes que fazem a História.

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Acerca do Autor

Graça Alves

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é professora do ensino Secundário e tem participado em diversos projetos literários. Está destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico, onde tem desenvolvido trabalhos ligados à literatura e às histórias de vida.

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