Newsletter 40: Do Paúl do Mar ao Panamá

Memoria News 40

Por sermos rodeados de mar… as chegadas e as partidas, as despedidas e os reencontros, nascem entranhados na nossa pele misturada.

O mar leva e traz, dá e tira … através dele partimos rumo ao desconhecido e com ele chegamos a este porto de abrigo. Terra “maldita” quando se sai e terra “santa” quando se regressa. A nossa ilha, rica em comodidades, clima e segurança, nunca deu grandes oportunidades de gerar riqueza aos pobres trabalhadores. Talvez por sermos pequenos, por sermos poucos, por não conseguirmos crescer sem dar nas vistas, a emigração seria uma porta desconhecida, mas recheadinha de esperança: de uma vida melhor, de fazer crescer a família, de não passar fome, de um dia poder voltar…
Desde cedo e até hoje, houve essa tendência: ir buscar riqueza a outra terra e regressar a casa, mostrar que há possibilidade fora que não existe cá dentro. Continuamos a ser pequenos, mas agora somos mais… não temos espaço, não há capacidade, não há oportunidades! E começa outro ciclo… emigrar!
A palavra emigrante/imigrante está-nos no sangue. Qualquer família veio de algum lado e partiu para algum lugar. Esta é a nossa história. A minha história…

Lynnett Batista


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Acerca do Autor

Graça AlvesLicenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é professora do ensino Secundário e tem participado em diversos projetos literários. Está destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico, onde tem desenvolvido trabalhos ligados à literatura e às histórias de vida.Ver todos os posts por Graça Alves →

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