Os dias da Grande Guerra

Fotografias Madeira 050

No seguimento da pressão exercida pela Inglaterra, Portugal, pela Portaria n.º 616 de 15.3.1916 decretou a “requisição” das embarcações e ainda a proibição de qualquer cidadão alemão em idade militar, entre os 16 e 45 anos, sair do país, o aprisionamento dos mesmos e a confiscação das suas propriedades particulares, industriais e comerciais. No mês de Maio, foi criada a Intendência dos Bens do Inimigo que tinha como atribuição administrar, fiscalizar, gerir e liquidar os bens arrolados aos alemães.

Alguns meses mais tarde, e cumprido as ordens expressas na portaria, os navios que estavam ancorados no porto do Funchal: Colmar, Petropolis, Guyabo e Hochfeld e que operavam por conta da Deutsches Kohle Depot foram apreendidos. A tripulação (cerca de 100 pessoas) foi “internada” no Lazareto, tendo posteriormente, em Agosto de 1916, sido enviada para o Depósito de Concentrados de Alemães, no Forte de S. João Baptista, na Ilha Terceira, Açores. A par disto, os alemães que viviam no Funchal foram sujeitos a uma fiscalização apertada e os bens arrolados, tendo muitos sido igualmente enviados para os Açores. De entre estes, destacamos nomes como Cecilie Wirries, Max Barning, Herman Klein, Adolf Emil, Victor Sperling, R. Reinecke,  Alfred Schmidt e Willy Schnitzer.


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Acerca do Autor

Cláudia FariaMestre em Cultura e Literatura Anglo-Americanas. Membro do CETAPS ( Lisboa) e IABA Europe. As áreas de interesse são as relações anglo-madeirenses, a literatura de viagens, a escrita do eu, diários, (auto)biografias. Professora do ensino básico e secundário destacada no Centro de Estudos de História do Atlântico.Ver todos os posts por Cláudia Faria →

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