Ao fio do tempo

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João Figueira Quintal

Tarde de sol. Curral das Freiras.   João Quintal, do alto dos seus 83 anos, fala de si, da pobreza da sua meninice:

– na véspera de Natal, minha mãe chorava. Não tinha nada p’ra pôr na mesa. Fomos pedir emprestado ao Senhor Padre Vigário… Fome, menina, fome…

Da história:

Não foi à escola. Carregava lenha pelas serras e conduzia bezerrinhos, Encumeada fora… Carregou os senhores e a sua excentricidade, de rede, montanha acima, a troco de algumas patacas e de um copo de vinho… Trabalhou na construção do “furado” do Curral. O antigo. Ajudou a construir a vereda do Pico do Areeiro. Fugiu da pobreza, a salto, para França. Embarcou para a Venezuela e sossegou…

 

 Conta a sua história, ao ritmo da lembrança… Sem paragens. Ao fio de tempo…
Espera que 2016 ainda lhe traga força… Vai ser o festeiro. Promessa velha. A cumprir, se Deus quiser.
[Entrevista realizada a 1/12/2015]

Acerca do Autor

GMProfessor do Ensino Básico, é licenciado em Ciências da Educação com uma pós graduação em Estudos Políticos e Sociais. Foi jornalista em vários órgãos de comunicação social regionais e nacionais. É autodidata em artes gráficas e desenho de páginas web.Ver todos os posts por GM →

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